Perfil da espécie
Espécie nativa: Pecari tajacu — família Tayassuidae
O caititu — também chamado cateto ou taju — é um mamífero nativo parecido com o porco, mas pertence a outra família biológica, a dos tayassuídeos. Presente em praticamente todo o território brasileiro, desperta curiosidade pela vida social organizada e pela relação histórica com as comunidades rurais.
Características físicas
Mede entre 80 e 105 cm de comprimento e pesa de 14 a 30 kg. A pelagem é áspera, em tons de cinza-amarronzado, com um "colar" de pelos claros ao redor do pescoço — marca registrada da espécie. O focinho é tubular e as presas são curtas.
Comportamento e habitat
Vive em bandos organizados que vão de poucos animais a mais de uma dezena. Comunica-se por odores e vocalizações. É onívoro: come frutos, sementes, raízes e pequenos animais. Ocupa florestas, cerrados, caatingas e o Pantanal, sendo mais ativo de dia e no fim da tarde.
Papel na natureza
- Importante dispersor de sementes das florestas brasileiras
- Presa de onças-pintadas, onças-pardas e outros grandes predadores
- Ao revirar o solo em busca de alimento, ajuda na germinação de plantas
- Sua presença indica ambientes naturais saudáveis
Relação com a suinocultura
O caititu não deve ser mantido junto a planteis domésticos: como parente selvagem, pode participar da cadeia de transmissão de doenças como a Peste Suína Clássica e a Peste Suína Africana. Granjas próximas a matas devem investir em cercas perimetrais íntegras e barreiras sanitárias. Nunca capture filhotes nem alimente grupos silvestres perto de criações.
Legislação e criação responsável
É espécie nativa protegida pela Lei Federal nº 5.197/1967: a caça é proibida. A criação em cativeiro só é possível com autorização do IBAMA (registro e licenciamento específicos), para fins como conservação e educação ambiental. Solturas também dependem de licença ambiental.
Curiosidades
- Também é chamado de cateto, taju e "porquinho-de-coleira"
- Pertence à família Tayassuidae (tayassuídeos) — não é um porco de verdade, família Suidae
- Tem glândula odorífera nas costas e cheiro forte característico
- Adora banhos de lama para se refrescar e proteger a pele