Perfil da raça
Origem: Sul do Brasil (Rio Grande do Sul e Santa Catarina)
A Moura é a raça naturalizada do Sul do Brasil, criada há gerações nas colônias italianas e alemãs. Preta, pesada e cheia de gordura boa, foi a base da banha e dos embutidos coloniais — e hoje luta para não desaparecer.
Características
Pelagem preta e brilhante, porte grande, orelhas caídas sobre os olhos e boa camada de gordura subcutânea. É um suíno de tipo pesado, historicamente criado pelas colônias do Sul do país.
Pontos fortes
- Excelente produtora de banha de altíssima qualidade
- Ideal para embutidos coloniais: salame, copa, linguiça
- Rústica e bem adaptada ao clima sulino
- Fêmeas boas mães com leitegadas fartas
Criação e manejo
No sistema colonial tradicional, a Moura vive solta em áreas cercadas ou pastoreia junto às lavouras de milho e mandioca. A alimentação é simples — grãos, restos de cultura e pasto — e o abrigo segue o mesmo padrão rústico das demais instalações da colônia.
Conservação
A chegada das raças industriais quase apagou a Moura do mapa. Hoje sobrevive graças a famílias de criadores guardiões e a movimentos que valorizam a banha e os embutidos artesanais. É considerada uma raça em situação crítica de conservação.
Curiosidades
- A banha da Moura vem sendo resgatada por chefs e por cozinhas tradicionais do Sul
- Faz parte da memória afetiva das colônias italianas e alemãs do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina
- Sua genética carrega resistência e adaptação valiosas para o futuro da suinocultura tropical